segunda-feira, 29 de junho de 2015

Thunderbird & Devotos de Nossa Senhora Aparecida "Osciloscópio" (Televisor/Diletto Produções, 2012)



                   Perto de completar a terceira década de vida, dividida entre hibernações e voltas bissextas, o Devotos de Nossa Senhora Aparecida chegou ao terceiro disco, o quase despercebido "Osciloscópio".

  
                       Novamente a banda assume o nome de seu mentor e único "devoto" original, Luiz Thunderbird, num disco de rock'n'roll bastante comportado, bem diferente daquela sensacional estreia desbocada e suja.

                 "Osciloscópio" é rock, ou melhor, rock retrô, reverencia a Jovem Guarda, blues e aos primórdios do rock brasileiro, como atesta a versão para "Adivinhão", de Baby Santiago. "Se eu fosse ela" foi surrupiada do repertório recente do Los Pirata, enquanto "Rock diferenciado" tem letra em parceria com o cronista Xico Sá. A Jovem Guarda é homenageada nominalmente na canção que empresta trechos de outros hits da época, além de exagerar nas odes a Roberto Carlos. "Rock na Augusta" segue a mesma linha rememorativa aos anos 60.

                É um álbum correto, mas lhe falta força. A banda é afiada e este é um dos fatores caros ao DNSA, sempre com bons músicos. Os vocais não possuem brilho e a maneira característica de Thunderbird cantar não impressiona, não há emoção nas interpretações. O disco teve pouca, ou nenhuma, divulgação e colocou o DNSA em uma nova hibernação, que provavelmente dure até a próxima década. Esperemos o próximo.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Hekamiah e Usina Le Blond "Usina 415" (Independente, 2000)


Showbizz, ed. 182, setembro de 2000
                       O fim do Dorsal Atlântica pôs um novo desafio para o seu mentor, o guitarrista e compositor Carlos Lopes, o projeto de funk Usina Le Blond. O primeiro disco recebeu o pseudônimo de Carlos, Hekamiah, que é o nome de seu anjo da guarda, e banda, o quarteto Usina Le Blond, cujo nome surgiu de uma leve alteração no nome da linha do transporte coletivo carioca que liga dois bairros opostos em vários sentidos.

                       Apesar da boa vontade, o disco é irregular. As letras são péssimas e as interpretações de Carlos "ex-Vândalo" Lopes carregam maneirismos vocais que pendem ao metal/hard rock, depois também divididos com o Mustang, outra banda criada enquanto o Dorsal não surgia novamente. Os melhores momentos do álbum estão nas partes menos presas a tentativa de soar funky, como na nordestina "Corpo fechado", no fusion de "Caju", apesar da letra ruim, e na balada "(Tudo) sempre igual", raros exemplos. "Dignidade" beira ao hard-funk e erra feio, tanto na letra quanto no amálgama. "São Judas Tadeu" flerta com bossa nova para criar a balada mais sem vergonha do álbum. Pra piorar, os metais soam como plástico derretido saídos de um teclado.

                           O Usina Le Blond durou mais alguns anos, fez outro disco, além dos shows e até mesmo apresentações em programas de TV, mas o que chamava mais a atenção da mídia e público era ver/ouvir o que um dos nomes mais influentes do metal brasileiro fazia longe do cenário que ajudou a construir, mas que naquele momento era tratado pelo próprio como um cachorro morto. E ele tinha razão.

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Galinha Preta (Danado Records, 2013)



                 O segundo disco do Galinha Preta atualizou o tradicional cenário de hardcore brasiliense para a segunda década do novo século. Um disco curto e rápido, como manda a cartilha do gênero, aqui também representada pelas colagens que introduzem as canções.

                   São 16 temas em menos de 20 minutos, sempre com um humor corrosivo expresso em letras de poucas palavras, em "UNB" e "Música de trabalho" uma única frase faz a vez de letra. Não muito diferente das outras canções compostas de versos curtos e simples. "Boris" lembra o infeliz caso do apresentador de telejornais ao comentar em off as felicitações natalinas de garis. "Ratoburguer" homenageia o lanche popular do terminal rodoviário da capital nacional. "A cigarra e a formiga" reinterpreta a fábula infantil, enquanto "Roubaram o meu rim" adapta em canção a lenda urbana do projeto de sedução, sedação e roubo de órgãos.

                      É um disco bem humorado e informado, o que lhe deixa um tanto preso aos acontecimentos públicos que rondam as composições. Tudo acaba em 20 minutos, mas ouvir novamente o disco chega a se tornar uma tarefa cansativa, afinal o hardcore do Galinha Preta não traz novidade sonora, ainda que bem conduzido e interpretado, Frangokaos é um bom vocalista e com um excelente "nome artístico". O projeto gráfico é excelente e recebeu colaboração dos traços de Evandro "Esfolando" Vieira, outra figura fundamental para  hardcore candango.

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Wasted "It's all we've got" (Independente, 2000)


                  Wasted foi um quarteto curitibano de sonoridade entre o power pop e o guitar. Na verdade, o Wasted era um quarteto, mas também poderia ser o nome do projeto solo de Joan Lang, como assim funcionou após sua primeira derrocada.

                  “It’s all we've got” é o único disco da banda formada em 1998 e que já parecia bastante consistente no ano seguinte, momento em que o álbum fora gravado, no Solo, estúdio de Victor França, o responsável por 73% das produções sonoras de Curitiba ao longo da década de 90.

                     O álbum traz 13 canções próprias e com letras em inglês. As referências estão todas lá fora. Power pop, britpop e outras baladas pop internacionais dos anos 80 e 90 permeiam a construção das canções. Se o álbum não soa tão original, pelo menos as canções são bem construídas e inspiradas. "All I want is you" é um bubblegum melancólico e "The beginning of the fall" é a mais triste do disco que até em seus momentos mais rápidos ainda consegue imprimir uma melancolia incontida Outras canções soam mais estradeiras, como as ótimas "Run boy run" e "Denying", esta parece algo assinado pela Chrissie Hynde.

             O Wasted sucumbiu após o lançamento do disco. A falta de oportunidades, somadas ao gênio difícil de Joan Lang, permitiu a debandada do quarteto. Xanda Lemos formou o Criaturas, Ivan Rodrigues e Gabriel Nogueira se dedicaram ao Tarja Preta e assumiram posições em outras bandas curitibanas.

                Sozinha, Joan tentou fazer rock no berço de algumas de suas referências. Na Inglaterra fez a via crucis dos sixties, mas se viu tão desiludida quanto em Curitiba. Em 2008 reformulou o Wasted como trio, buscou sonoridades menos lapidadas, mas não engrenou na velocidade que levou a criação de “It’s all we've got”. Um bom disco!

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domingo, 7 de junho de 2015

Ratos de Porão "Guerra civil canibal" (Pecúlio Discos, 2000)



                  O 10º álbum do Ratos de Porão marcou a maioridade da banda. “Guerra civil canibal” é curto e rápido. O disco, um EP, traz sete músicas em menos de 15 minutos, uma porrada sônica calibrada pelo ódio e pelas circunstâncias daquele momento, que iam desde os problemas de saúde no frontman, causados pela ressaca dos excessos dos anos 80/90, até a instabilidade do comando das quatro cordas, aqui conduzida por Fralda.

                O EP também marcou um momento importante para a banda. Por mais que o RxDxPx sempre tenha trilhado os caminhos dos selos independentes, foi neste álbum que pela primeira vez a banda assumiu todo o processo de confecção de um disco, da gravação, com Marcelo Pompeu (Korzus), até o lançamento/distribuição, através do selo Pecúlio Discos, do baterista Boka.

                 Pode-se dividir os 14 minutos do disco em duas partes. As três primeiras canções instauram o caos sonoro, “Obesidade mórbida constitucional” tem parte da letra com o laudo médico de João Gordo narrado pelo próprio, enquanto “Toma trouxa” e a canção título do EP se destacam como um dos temas mais agressivos gravados pelo RDP. 
                 A segunda parte alivia o peso e a velocidade ao aproximar a banda de uma quase-zoeira-new-wave, como no cover de “Fire to burn” do Half Japanese, obscura banda norte-americana capitaneada pelo inquieto Jad Fair, este deve ter ficado surpreso com a gravação do RDP. “Cola” não passa de uma "descontração" com aditivos químicos usados em sapatarias. Uma versão podrona de "Biotech is Godzilla", letra do Jello Biafra gravada pelo Sepultura no "Chaos AD", retoma o peso ao disco que se encerra com a brincadeira "Kill the Varukers", lendária banda inglesa com a qual o RDP dividiu van e turnê europeia em 1998.

                 “Guerra civil canibal” teve edição em CD pela Pecúlio Discos e também recebeu uma tiragem em compacto amarelo pelo selo Monstro Discos, além de ser lançado em CD na Europa pela Munster. A capa mostra sintonia com o álbum ao selecionar uma imagem de um conflito civil em Serra Leoa.

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V.A. "Rio Grande do Rock" (SBK, 1988)


               Esta coletânea veio para atualizar as amostras de rock gaúcho que já haviam surgido nacionalmente através do disco “Rock Grande do Sul” (Plug/RCA, 1986) e regionalmente pelos dois volumes do compilado “Rock Garagem”.

Bizz, ed. 42, dezembro de 1988
                 “Rio Grande do Rock” apresenta cinco novas bandas de Porto Alegre e se divide entre formações até então recentes, Prize, Apartheid e Justa Causa, com outras já tidas como veteranas, Julio Reny & Expresso Oriente e Cascavelettes. Por sinal, estas duas dão um banho nos demais nomes de “Rio Grande do Rock”. Julio Reny e sua banda suavizam o rock em “Expresso Oriente” e “Anita”, duas preciosidades também presentes no primeiro disco do crooner do rock gaúcho. Já os Cascavelettes não deixam as crianças na sala com suas duas canções, as não menos clássicas “Morte por tesão” e “Estou amando uma mulher”. 

           ApartheidPrize mostram um trabalho bastante influenciado pelo pós-punk. Enquanto o Justa Causa não parece muito certo de sua própria estética sonora, a canção “Exilados” é pavorosa.

              O disco foi lançado pelo selo SBK, propriedade de Jairo Pires, experiente executivo de gravadoras que enveredara pelos independentes. A SBK tinha um acordo de distribuição nacional, mas como de costume, afundou diante do serviço precário oferecido pelos conluios com grandes empresas do disco. 

           O trabalho teve uma boa repercussão e, consequentemente, boas vendas, ainda que tenha ficado restrito ao Rio Grande do Sul. Na resenha da Bizz (ao lado) Arthur G. Couto Duarte salvou Julio Reny e desancou o restante do álbum. Hoje item colecionável e totalmente fora de cogitação de ser relançado.

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Guitarria "A 125 por hora" (Läjä, 2003)


                Tornou-se costume esperar que o estado do Espírito Santo nos presentei com as bandas mais divertidas do hardcore brasileiro, culpa da Läjä Records por aglutinarem as melhores bandas de hardcore nacional da última década.

              O Guitarria é uma destas. Passaram despercebidos e deixaram apenas este “a 125 por hora”. Um trabalho sujo, tosco, feio, mas extremamente divertido, seja nas letras e seus temas, seja nos arranjos barulhentos e vocais que justificam o nome do trio, aqui tudo é feito na base dos ruídos de riffs de guitarra + gritos.

               O álbum é curto, 16 canções distribuídas em 27 minutos, porradas cruas e rápidas que mal chegam aos dois minutos de duração. A instrumental “Coqueiral noise beach” faz uma ponte entre o a surf music mais barulhenta com o hardcore mais tosco, enquanto outras canções se mostram bregas e apaixonadas, como “Janete” e “Cintia Marya”. “Noitada depois do caga sangue” é outra pedrada instrumental, desta vez com flerte ao blues, sempre com guitarra no volume máximo. A maioria das músicas têm solos, e eles se parecem bastante entre si.

           Lançado em CD pela Läjä (quem mais ousaria?) o trio teve uma curta trajetória, o suficiente para levar seus gritos ao Ruído Festival no Rio de Janeiro/RJ e deixar um belo cadáver.

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Casino (Midsummer Madness, 2002)


                O Casino surgiu em 1996 com letras em inglês e sob o nome de 4-Track Valsa. O nome perdurou por duas demo tapes e um compacto com duas canções lançado apenas no Japão. Em 2001, momento em que o quinteto registrava este EP, veio o novo nome, Casino, em substituição ao conhecido nome, mas que gerava algum incômodo aos integrantes na hora de se apresentar para produtores, agenciadores e curiosos.

              O EP foi lançado em 2002 e recebeu críticas elogiosas pela mídia especializada. Por mais que o quinteto carioca tentasse, na época, fugir dos rótulos fáceis, notadamente o trabalho é uma MPB Indie, afinal as cinco canções flertam com Bossa Nova e Tropicalismo ao mesmo em que adicionam guitarras levemente distorcidas embrenhadas numa estética lo-fi próxima à produção de bandas de rock independentes e alternativas. De certa forma o Casino fez a ponte entre o apartamento da Nara Leão nas década de 60 com outro algum apartamento carioca na virada do milênio. Anos seguintes a estética bossa-indie seria adotada por boa parte dos iniciantes na nova MPB.
Revista Frente, edição 01, março/abril de 2002

               O disco traz boas letras, geralmente relacionadas ao cotidiano, mas que também carregam referências literárias e do universo cultural pop. "Samba dada" entrou na seleção das músicas que vinham no CD encartado na primeira edição da revista Frente, que botava o Casino como uma das promessas musicais brasileiras, a revista anunciava, com um certo êxito, que o indie era o novo pop. De bônus tem o remix para "Casa de praia" feito pelo Fabio Zero, mentor do projeto Gerador Zero. 

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

V.A. "Here's the silver tape: 24 bandas tocando Pinheads" (Barulho Records, 1999)



            O Pinheads começou em 1989 com a proposta de fazer hardcore com letras em inglês e que tivesse em sintonia com as bandas norte-americanas de hardcore, notadamente o Bad Religion, o que nem sempre lhes rendeu uma boa recepção, afinal a sonoridade do Pinheads era tão Bad Religion, que a banda californiana não fugia nem das citações nominais nas letras do trio curitibano.


              Por outro lado, ao vivo o Pinheads esbanjava energia e suas demo tapes levaram a banda a muitos palcos entre São Paulo e Paraná. Os shows do Pinheads eram eventos concorridos, a banda lotava espaços grandes como o Aeroanta de Curitiba e uma vez rendeu até traumatismo craniano num stage dive mal sucedidos, como aconteceu no velho 92º, em Curitiba. 

              O trio encerrou atividade em 1996 e não chegou a lançar um disco completo, a única participação do Pinheads em CD está na coletânea "Flying music for flying people" (Cogumelo Records, 1996), além de um compacto com seis canções lançado em 1993 pela Bloody Records. A grande maioria de músicas do Pinheads estão apenas em demo tapes. Uma destas se tornou bastante conhecida, seu título lançava um pergunta - "Where's the silver tape?" (1994) - que só seria respondida cinco anos depois com o lançamento deste tributo.

                O disco veio preencher a lacuna de não haver músicas do Pinheads em CD, ao mesmo tempo em que mostrou que o trio realmente conquistou um público com suas demo tapes. Para o tributo fora convidadas 24 bandas nacionais, a maioria de Curitiba/PR - Hülk, No Milk Today, Confusion, Camaro 78, Stukas Lazy - mas outras bastante conhecidas e atuantes na época do lançamento do tributo - Holly Tree, Wacky Kids, White Frogs, Noção de Nada, Ack - além de nomes que perduraram ao tempo - Jason, Mukeka di Rato, Againe, Muzzarelas, Heffer...

               Como todo disco-homenagem, "Here's the silver tape" também se divide em bons e maus momentos. Os melhores ficam quando as bandas adicionam suas próprias referências à música do homenageado, o que acontece com o ska-punk do Randal Grave para "It's in your hands", o violão de Nervoso para "Plutoflipper's land", o punk rock/skinhead do No Milk Today para "Many side lad", o rock-meio-sujo-meio-feio do Againe para "I don't know why".

             Quem não adiciona nada ao trabalho original acaba no vácuo do disco, caso do Stukas Lazy, Acmme, Staples. Exceto quando a música realmente chega ao nível de clássico do hardcore nacional, como em "Wish you go away" - Hill Valleys, "Psycho zone" - Holly Tree, "Runaway" - White Frogs e "I'm not a nerd" - Ack.

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Yo-Ho Delic (Tinitus, 1992)


                 O nome da banda surgiu do dicionário maluco de George Clinton e significa "branco que gosta de música negra". Formado em 1990, o Yo-Ho Delic mostrou uma sonoridade inovadora para as bandas nacionais na época. Misturou heavy metal com elementos de funk norte-americano dos anos 70, além de outra referências notáveis, como Zappa, Fishbone e os primeiros trabalhos do Red Hot Chili Peppers. O quarteto paulistano foi pioneiro por aqui naquilo que internacionalmente ficou conhecido como funk metal.

               Antes de chegar ao seu primeiro e único disco o Yo-Ho Delic havia lançado uma demo tape, cuja produção caprichada rendeu-lhes a tenção de produtores e da mídia especializada que não demorou em colocar a banda como uma das grandes promessas do rock brasileiro da primeira metade da década de 90. Os shows seguiam a energia que as gravações apontavam, peso e groove em doses cavalares se somavam à flauta e ao saxofone do vocalista Patossauro, que por sua vez combinava suas entradas em meio a cozinha firme de músicos competentes.

Bizz, edição 90, janeiro de 1993
              O clipe de "Brasiil banana samba", animação produzida quadro a quadro por Macarrão, entrou na programação da MTV e ajudou o Yo-Ho Delic a ficar ainda mais conhecido, por muito tempo este foi o clipe mais legal produzido no Brasil. No ano seguinte a banda foi convidada por Pena Schmidt para integrar o cast de sua gravadora, a recém inaugurada Tinitus. Por este selo a banda participou da coletânea "#1" e em 1992 ao primeiro disco completo.

               O disco foi bem recebido e as boas vendas o tornaram o best seller da Tinitus, a ponto de ser relançado em CD pouco tempo depois, sendo o primeiro CD da Tinitus e a unica banda da primeira leva de bandas do selo a ter seu trabalho disponibilizado em CD e LP. Se antes do primeiro registro a banda havia galgado passos de fora rápida, o mesmo não pode se dizer que aconteceu após o lançamento do disco. Logo o Yo-Ho Delic se dividiu e chegou ao seu inevitável fim.

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